A MADEIRA

A madeira tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante na arquitetura moderna. Além das suas características naturais de força, beleza, durabilidade, eficiência térmica e acústica, resistência ao fogo e aos sismos, a madeira tem atualmente a resposta a um dos maiores desafios do nosso tempo: A sustentabilidade.

Industrialização da Madeira
PORQUE A MADEIRA

A idade da madeira é maior que a história da humanidade. As idades da pedra, ferro e bronze são parte do progresso da humanidade, mas a madeira – uma fonte renovável – tem permanecido sempre em moda. Como material de construção, a madeira é abundante, versátil e facilmente obtida. Sem ela, a civilização como conhecemos teria sido impossível. Quase metade da área do brasil é floresta. Se tecnologicamente manipulada e protegida de desastres naturais causados por fogo, insetos e doenças, as florestas vão durar para sempre. Conforme as árvores mais velhas são retiradas, são substituídas por árvores novas para reabastecer a oferta de madeira para as gerações futuras. O ciclo de regeneração, ou campo de sustentação, pode facilmente superar o volume que está sendo utilizado.

 

A madeira tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante na arquitetura moderna. Além das suas características naturais de força, beleza, durabilidade, eficiência térmica e acústica, resistência ao fogo e aos sismos, a madeira tem atualmente a resposta a um dos maiores desafios do nosso tempo: A sustentabilidade.

 

Dez excelentes motivos para usar madeira em seu projeto arquitetônico:

 

1. Ajuda na preservação do meio-ambiente, sobretudo em florestas geridas de modo sustentável, onde a taxa de árvores plantadas é maior que a de cortadas;

 

2. Contribui fortemente para a redução de gases que provocam efeito estufa, pois o CO2 retido na madeira continua afastado da atmosfera;

 

3. Material renovável e versátil;

 

4. Forte e resistente, conta com notável elasticidade a condições extremas – como sismos;

 

5. Oferece conforto, calor, requinte e excelência estética aos ambientes;

 

6. Excelente isolante térmico e acústico;

 

7. Possui grande durabilidade e vida útil;

 

8. Estruturas nesta matéria-prima podem ter elevado nível de pré-fabricação, representando uma redução em custos e necessidades de mão-de-obra;

 

9. Não enferruja. Mantém o seu aspecto natural por muito tempo;

 

10. Mais resistente a incêndios do que o aço, proporciona mais tempo hábil para evacuação do ambiente.

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INDUSTRIALIZAÇÃO DA MADEIRA

Se tecnologicamente manipulada e protegida de desastres naturais causados por fogo, insetos e doenças, as florestas vão durar para sempre. Conforme as árvores mais velhas são retiradas, são substituídas por árvores novas para reabastecer a oferta de madeira para as gerações futuras. O ciclo de regeneração, ou campo de sustentação, pode facilmente superar o volume que está sendo utilizado. A sua industrialização é o próximo passo para a sua melhor utilização e competem aos arquitetos, engenheiros, madeireiros e outros que trabalham com a madeira estabelecer o elo que falta entre as tecnologias avançadas no campo da construção e as madeiras cultivadas no brasil.

 

Essa corrente é que vai determinar realmente a tecnologia e o uso da madeira em todo seu potencial.

Madeira de Pinus
MADEIRA DE PINUS

A resistência da madeira, baixo peso e baixo consumo energético são propriedades essenciais. Ela é capaz de suportar sobrecargas de curta duração sem efeitos deletérios.Contrário à crença popular, grandes peças de madeira têm boa resistência ao fogo e melhor que outros materiais em condições severas de exposição ao fogo. Do ponto de vista econômico, a madeira é competitiva com outros materiais com base em custos iniciais e apresenta vantagens quando comparada ao custo a longo prazo.

 

A idéia equivocada de que a madeira possui uma pequena vida útil tem negligenciado o uso como material de construção. Embora a madeira seja susceptível ao apodrecimento e ataque de insetos sob algumas condições, é um material muito durável quando utilizado com tecnologia e tratamento químico, pois pode ser efetivamente protegido contra deterioração por período de 50 anos ou mais. Além disso, a madeira tratada com preservativos requer pouca manutenção e pintura. Espécies de pinus vêm sendo introduzidos no brasil há mais de um século para variadas finalidades. Muitas delas foram trazidas pelos imigrantes europeus como curiosidade, para fins ornamentais e para produção de madeira. As primeiras introduções de que se tem notícia foram de pinus canariensis, proveniente das ilhas canárias, no rio grande do sul, em torno de 1880.

 

Por volta de 1936, foram iniciados os primeiros ensaios de introdução de pinus para fins silviculturais, com espécies européias. No entanto, não houve sucesso, em decorrência da má adaptação ao nosso clima. Somente em 1948, através do serviço florestal do estado de são paulo, foram introduzidas, para ensaios, as espécies americanas conhecidas nas origens como “Pinheiros amarelos” que incluem p. Palustris, p. Echinata, p. Elliottii e p. Taeda. Dentre essas, as duas últimas se destacaram pela facilidade nos tratos culturais, rápido crescimento e reprodução intensa no sul e sudeste do brasil.

 

Desde então um grande número de espécies continuou sendo introduzido e estabelecido em experimentos no campo por agências do governo e empresas privadas, visando ao estabelecimento de plantios comerciais.

 

A diversidade de espécies e raças geográficas testadas, provenientes não só dos estados unidos, mas também do México, da América central, das ilhas caribenhas e da Ásia foi fundamental para que se pudesse traçar um perfil das características de desenvolvimento de cada espécie para viabilizar plantios comerciais nos mais variados sítios ecológicos existentes no país.

Pinus no Mundo
PINUS NO MUNDO

Enquanto a madeira de pinus é utilizada intensivamente na construção de habitações unifamiliares dos eua, canada, japão e países do norte europeu, as propostas brasileiras não vingam, sendo desalentados para os seus autores, pois não veem suas expectativas serem atingidas e não são recompensados por sua pesquisa, trabalho e empenho.

 

A falta de tecnologia apropriada ao processo construtivo tem gerado o uso inadequado da madeira. Assim gerando ao consumidor final um olhar ruim de um material de enorme potencial.

 

Este quadro desanimador é decorrente essencialmente da ausência de domínio das técnicas, dos métodos e dos processos da tecnologia da madeira; Um corpo normativo capaz de subsidiar o usa da madeira visando a qualidade do produto; Uma industria madeireira forte; Associada a tecnologia incorporada a produção florestal; Recursos humanos capacitados atuando na área.

Pinus no Brasil
PINUS NO BRASIL

Hoje no brasil a madeira de pinus é considerada uma madeira de baixa resistência, porem nos últimos anos a utilização de pinus na indústria madeireira brasileira tem sido crescente. As estimativas indicam que 35% do volume de madeira serrada produzida é formado de madeira desse gênero e no país existem, aproximadamente, 1,5 milhões de hectares de plantações. Portanto, tratam-se de espécies fundamentais para o fornecimento de matéria-prima, com destaque as regiões sul e sudeste (ballarin & palma, 2003).

 

Apesar desta grande potencialidade, no brasil pouco é utilizado para finalidades nobres dessa madeira por problemas de conhecimento, utilização e cultura. A floresta de pinus é diferenciada pelo seu “Multi-uso” porque, após o corte, sua madeira pode ser destinada à indústria laminadora, que a utiliza para fabricação de compensados; Para industria de madeira laminada colada, que utiliza para fins estruturais; Para a indústria de serrados, que a transforma em madeira beneficiada ou é convertida em móveis; Para a indústria de papel e celulose; Para a indústria de mdf; Para fins de construção civil como telhados e, mesmo o seu resíduo, tem sido aproveitado como biomassa para geração de vapor e energia.

 

Devido a nossa grande diversidade de organismos xilófagos em nosso pais a madeira de pinus deve sim ser tratada e preservada para que tenha um melhor desempenho durante sua vida útil.

 

A preservação da madeira de pinus, da forma como ela é praticada hoje, consiste da impregnação da madeira com substâncias tóxicas aos organismos xilófagos, a fim de que estes não possam mais utilizar como alimento para sua sobrevivência e multiplicação. Com essa pratica podemos garantir assim com a madeira de pinus uma utilização de no mínimo de 20 anos sem ataques de organismos xilófagos.

madeira de eucalipto
MADEIRA DE EUCALIPTO

O Eucalipto Rewood é uma madeira considerada nobre, totalmente extraída de florestas renováveis a partir de árvores plantadas, o que assegura um suprimento confiável e ambientalmente sustentável. Essa é uma das suas principais vantagens em relação às madeiras nobres tradicionais, como o mogno, o jacarandá, o marfim e a imbuia.

 

Afinal, para cada árvore derrubada, uma outra é replantada, preservando as matas e toda a sua biodiversidade. Além de ser ecologicamente correta, a madeira é desenvolvida com o cruzamento de árvores selecionadas, que lhe conferem mais versatilidade, durabilidade e beleza. Assim você pode optar por uma madeira nobre, sem correr o risco de agredir o meio ambiente e sem pagar mais por isso, porque, apesar de todo o estudo, o manejo e a dedicação, não se reflete no ser valor final para o consumidor, tendo um custo equivalente ao de outras madeiras nobres.

 

As espécies do gênero Eucalyptus têm sua origem na Austrália e ilhas da Oceania e se caracterizam por serem árvores de grande porte e de rápido crescimento. Estima-se que na Austrália existem cerca de 720 espécies de eucalipto, das quais aproximadamente 100 são utilizadas para obtenção de produtos de madeira. No Brasil, as espécies do gênero eucalipto foram introduzidas por Edmundo Navarro de Andrade no início século XX no Estado de São Paulo. Desde então uma grande variedade de espécies têm sido estudadas a nível experimental e algumas já consolidadas para plantios em florestas de produção. Dentre as espécies mais utilizadas em plantios comerciais destacam-se o Eucalyptus grandis, Eucalyptus saligna, Curymbia citriodora e clones de várias espécies com características desejáveis sobre ponto de vista silvicultural e para produção de madeira.  (Revista REMADE, 2008)